Él Mató neste sábado em São Paulo

A banda argentina mais legal de todos os tempos fará um único show em São Paulo amanhã.


Formada na cidade de La Plata (ARG), a Él Mató a un Policía Motorizado conta com 7 álbuns na sua carreira desde 2003. O destaque fica para o álbum "Un Millón de Euros" de onde ouvimos a belíssima
"Amigo Piedra"


Él Mató a un Policía Motorizado - "Amigo Piedra"

O show que a banda traz ao Brasil é parte da turnê do último álbum lançado em 2012 "La Dinastia Scorpio".
Onde: SESC Belenzinho
Quando: 13/04 - sábado às 21h
Os ingressos podem ser adquiridos em toda rede de bilheterias do SESC.
Maiores informações acesse: http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=243045

Clipe: Hangovers - Tomara que eu acerte!

Falando em peso...

Esta semana, a fraternidade grunge da Hangovers liberou mais uma pérola em video. "Tomara que eu acerte!" mostra o trio em estúdio, servindo de laboratório para os alunos do curso de Produção Fonográfica da Unisinos. Mas, como o próprio professor comenta na filmagem, o negócio aqui não é o 'ultra hi-fi'. Então, dá-lhe pedrada...


A obra do clipe contou ainda com Andrio Maquenzi e o Coletivo 4'33" (mixagem e masterização) e Gil Azambuja (captação), além de montagem e finalização pelo próprio guitarrista Theo Portalet.

Essa e todas as outras faixas já lançadas pela Hangovers você encontra no perfil da banda na Tramavirtual.

Elma @ SESC Pompéia, São Paulo, 10/04/2012

No último dia 10, o Projeto Prata da Casa do SESC Pompéia apresentou um dos segredos mais bem guardados do submundo paulistano: o quarteto de metal instrumental Elma.

Liquidificando temas que vão do math rock ao sludge, fica praticamente impossível para um fã de instrumental pesado não se impressionar com o show de um pouco mais de uma hora. Azar das cordas de uma das guitarras, que não suportaram a pressão, por 2 vezes. Na trilha de referências que inclui Sabbath, Melvins, Helmet, Fugazi e Shellac, e com um som ainda mais fraturado e dinâmico do que das primeiras composições, o grupo promete lançar ainda este ano seu primeiro album, via download digital e vinil.


No perfil da banda na Tramavirtual você encontra o primeiro EP e outras demos. Agora é ficar de olho e aguardar pelo tão esperado disco cheio.

Documentário: Labirinto - A Road Movie

Partindo para a segunda turnê nos Estados Unidos e Canadá, os paulistanos do Labirinto, um dos nomes de maior expressão do pós-rock nacional, lançaram essa semana no canal da banda no Youtube o documentário que retrata a primeira passagem do grupo por terras norte-americanas durante o mês de junho de 2011:


Os 38 minutos de filme são resultado da compilação de mais de 90 GB de conteúdo captados durante a viagem e editados pela própria baterista da banda, Muriel Curi. Através do video, é possível se ter uma amostra de como é o dia-a-dia de uma turnê no exterior, alguns de seus prós e contras, além de trechos de shows e relatos da receptividade do grupo lá fora.

Maiores informações sobre a nova turnê que começa no próximo dia 7 em Chicago e promete ser ainda mais extensa que a primeira,  você encontra no site da banda. Boa sorte aos guerreiros e sucesso nessa nova investida!

Medialunas @ Grito Rock SP, 17/02/2012

medialunas @ studio SPRetornando a São Paulo para mais uma rápida turnê, o querido duo Medialunas, formado pelo casal de Porto Alegre que tem música nas veias Andrio Maquenzi (ex-Superguidis) e Liege Milk (Loomer, Hangovers) trouxeram uma sonoridade um pouco mais distorcida e barulhenta para contrapor o tradicional clima do final de semana de Carnaval.

medialunas @ studio SPDepois de uma tarde de gravações no estúdio da Trama em show que foi transmitido ao vivo pela web (e em breve deve estar disponível no arquivo do site), a dupla deu o pontapé inicial na edição paulistana do Grito Rock 2012, evento promovido pela Fora do Eixo no Studio SP.

O video abaixo da ainda inédita em estúdio "Chester, Cheese, Onion" é apenas uma pequena amostra do que bateria e guitarra são capazes de fazer ao vivo. Num show relativamente rápido, a banda apresentou a maior parte de seu repertório, ainda diminuto, mas que continua aumentando rumo ao primeiro album completo.


De brinde para os que apreciam a levada noventista da dupla, rolou ainda uma versão minimalista de "Feel the Pain", clássico guitarreiro do Dinosaur Jr.

  • Video e fotos por Alessandra Luvisotto. Mais fotos da banda em São Paulo em seu flickr.

Walverdes libera discografia completa para download

A instituição supersônica rio-grandense Walverdes disponibilizou na semana passada sua discografia (quase) completa, incluindo primeiras demos e raridades, para download gratuito no perfil da banda na Tramavirtual.


Veteranos de independência no país (lá se vão quase 2 décadas de barulho) o power trio que nasceu quarteto já sustenta uma sequência respeitável de lançamentos, que vão desde o grunge sujo dos primeiros albuns (com destaque para o favorito desde que vos escreve, Anticontrole, de 2001) ao stoner de Playback (com limitadas incursões ao reggae como em Demasiada Sequela e algumas pitadas de math rock do mais recente disco, Breakdance, de 2010) mas que sempre acabam não se distanciando do que os próprios definem como "rock pauleira, conciso e eficiente".

Mais sobre a história do Walverdes você encontra na própria página da banda na Wikipedia ou nesse post histórico do Scream & Yell, onde o próprio Mini (guitarrista) desvenda as origens do grupo.

Clipe: Medialunas - Chunby

E saiu do forno semana passada o primeiro registro audiovisual oficial do duo/casal favorito aqui do blog Medialunas. A música escolhida foi "Chunby", inspirada na gatinha mascote da dupla, praticamente um terceiro elemento da banda.


Produzido pela DF5 em apenas 3 dias, na oficina da Semana do Audiovisual (SEDA) realizada na capital gaúcha, realizada pela Casa Fora do Eixo Porto Alegre, Inverso Coletivo e Catarse, contou ainda com o apoio do Espaço Cultural 512 e do Ponto de Cultura Odomodê.

INI percorre 10 estados em mega turnê pelo Sudeste e Nordeste

Pra quem andava meio sumido do circuito de shows...


Eis que os camaradas do INI reaparecem em mais uma ambiciosa empreitada: uma maratona de mais de 25 apresentações passando por 10 estados. Tudo isso em pouco mais de uma mês.

Os sorocabanos deverão passar todo o mês de novembro e o princípio de dezembro na estrada, viajando pelo Sudeste e vários estados do Nordeste na edição 2011 da tour A Caixa do Macaco (nome do aclamado segundo disco da banda, que será relançado agora em todo país pela Senhor F Discos e encontra-se disponível para download no perfil da banda no TramaVirtual). Além disso, algumas cidades também receberão o projeto Guerrilha Gerador (video abaixo), que possibilita levar o show incendiário do grupo aos lugares mais inusitados (e as vezes até proibidos) usando a energia de geradores.


O primeiro ponto de parada é o Rio de Janeiro, onde na próxima sexta-feira, dia 4, eles tocam com a Tape Rec (mais uma das incontáveis bandas de Lê Almeida), na festa Microfonia é Noise. Confira abaixo a agenda completa da banda:

Agenda
04/11 - Rio de Janeiro/RJ
05/11 - Vila Velha/ES
06/11 - Vitória/ES
07/11 - Teixeira de Freitas/BA
08/11 - Vitória da Conquista/BA
10/11 - Floresta/PE
11/11 - Recife/PE
12/11 - João Pessoa/PB
13/11 - Natal/RN
14/11 - Campina Grande/PB
15/11 - Recife/PE
17/11 - São Miguel dos Milagres/AL
18/11 - Maceió/AL
19/11 - Aracaju/SE
22/11 - Conde/BA
23/11 - Lauro de Freitas/BA
25/11 - Feira de Santana/BA
26/11 - Salvador/BA
27/11 - Ilhéus/BA
29/11 - Porto Seguro/BA
30/11 - Ipatinga/MG
01/12 - Belo Horizonte/MG
02/12 - Sabará/MG
03/12 - Barbacena/MG
04/12 - Santos/SP
09/12 - Sorocaba/SP
10/12 - Suzano/SP


Baile da Transfusão @ Livraria da Esquina, 7/10/2011

A noite da última sexta-feira em São Paulo oferecia pelo menos duas alternativas: ou mais um modorrento episódio do time amarelado do poderoso chefão Ricardo Teixeira ou uma sequência de 4 shows na Livraria da Esquina, na Barra Funda (que, de quebra, não excluia a possibilidade de assistir trechos do jogo no telão montado no local). A segunda opção se tratava do primeiro Baile da Transfusão Noise Records na capital paulista, com a participação das bandas Magic Crayon, Hierofante Púrpura e os visitantes Cretina e Lê Almeida.

Passados alguns minutos da meia-noite, os primeiros acordes dos paulistanos do Magic Crayon deram início a festa, ainda competindo com os minutos finais do amistoso da seleção no telão da casa. A banda que voltou recentemente aos palcos após um longo jejum de shows fez uma apresentação rápida, mostrando um twee pop simples porém cuidadoso, cantado em inglês, lembrando bastante o indie britânico de Sarah Records, C86 e afins. Mas ainda rolou uma versão para "Goodbye", faixa bastante atual da banda califoniana Best Coast.


Na sequência, era vez da Cretina subir ao palco. O power trio de Nova Iguaçu que lançou em setembro seu EP "Babilônia Moderninha" (com download gratuito no site da Transfusão Noise), não poupou entusiamo e energia, dominando o palco com um rock 'n' roll rápido, direto e eficaz, de letras bem humoradas em português, misturando rockabilly, surf music, punk rock e muito barulho. Sem dúvida, um dos melhores momentos da noite.


A próxima banda do baile era a Hierofante Púrpura. Logo de cara, já dava para perceber algumas novidades desde o primeiro e único show que vi da banda, há 3 meses na Casa Dissenso: um teclado no centro do palco e a participação especial da baixista Helena Duarte (conhecida das bandas paulistanas Hats e Las Dirces, além de acompanhar o grupo de Jair Naves em diversos shows) em algumas canções. Já outras coisas não mudaram, como a entrega e presença de palco do trio (ora quarteto). A inclusão do teclado, fazendo as vezes de piano na mãos de Danilo Sevali, parece dar ainda mais dramaticidade e franqueza ao repertório ao vivo.


A tarefa de fechar a noite, isso já pelas 3 e tantas da madrugada, ficou por conta do homem-banda-selo Lê Almeida, que lançava oficialmente seu long play Mono Maçã. Mas valeu a pena ter esperado pelo quarteto e suas várias participações especiais. Amigos da Top Surprise, Hierofante Púrpura e Wallace Costa, convidados ou não, trataram de invadir o palco para participar da festa, naquela altura já com mais alcool na corrente sanguínea do que noção na cabeça. Ouvi-se boa parte do novo disco, algumas poucas mais antigas (destaques para "Curso de Datilografia" e a impossível de se esquecer "Nunca Nunca")  e um inesperado cover lo-fi eletrificado para "Comes a Time", de Neil Young, com o acompanhamento do camarada Wallace Costa na gaita e vocal.


Download: Pública - Canções de Guerra

Depois de lançar o primeiro single, "Corpo Fechado", com direito a um belo clipe, a gurizada da Pública disponibilizou no final de setembro o aguardado terceiro album da banda, "Canções de Guerra". O disco completo (em arquivos mp3 de 320 kbps) pode ser baixado gratuitamente no próprio site da banda: http://www.publicaoficial.com


Contendo 11 faixas, "Canções de Guerra" continua carregado de uma forte influência do rock britânico, com letras predominantemente em português (embora o grupo faça aqui sua primeira incursão ao idioma inglês em uma das faixas). Entretanto agora Pedro Metz, principal compositor do quarteto, Guri Assis Brasil (guitarra), Guilherme Almeida (baixo) e Alexandre "Papel", novo baterista do grupo, mergulham em várias outras influências e muito John Lennon, conduzindo para letras ainda mais impactantes (como o próprio nome leva a crer) e com maior riqueza de melodias, o que coloca o album um passo à frente na evolução dos ótimos "Polaris" e "Como Num Filme Sem Fim", os dois primeiros discos da banda.

Primal Scream @ HSBC Brasil, 24/09/2011

Primal Scream @ HSBC Hall O inevitável clima revivalista preparado para rever os ídolos do Primal Scream em turne apresentando ao vivo sua obra de maior destaque, o disco Screamadélica, que havia completado exatos 20 anos de lançamento no dia anterior, no HSBC em São Paulo era proporcional a expectativa (e a faixa etária) do público presente. Boa parte dos fãs alí presenciaram a avalanche que o album de 1991 causou na época, uma espécie de resposta britânica (ao lado do shoegaze e o britpop) ao furacão grunge que assolava o rock mundial a partir de Seattle (cujo magnum opus Nevermind também comemora as bodas de platina na mesma semana). Mas enquanto o noroste americano unia metaleiros e punks sob a mesma camisa de flanela xadrez, o Primal Scream liquidificou a pura psicodelia dos anos 60, os tempos aureos dos Rolling Stones e toda a efervescência da Detroit de MC5, Motown e Stevie Wonder com elementos (e aditivos) até então limitados às pistas de danças e raves, dando vazão uma obra ímpar, viciante e sem dúvida uma das criações mais influentes dos últimos 20 anos do lado de lá do Atlântico.
Primal Scream @ HSBC Hall
Bobby Gillespie

"Vocês estão prontos para testemunhar?", questiona Bobby Gillespie, encarnando o mestre de cerimônias responsável pelo ritual daquela noite, ainda sem muita emoção, numa entrada que parecia protocolar, ensaiada a exaustão. Mas bastaram os primeiros refrões do hit "Movin' On Up" cantados pelos fãs para a banda perder a rigidez e ganhar o público. Num cenário sem firulas, o único efeito eram as imagens projetadas na banda e na tela gigantesca que abrangia todo o fundo do palco.

Samples e sirenes anunciam a batida contagiante de "Slip Inside This House", o primeiro embate da psicodelia com o eletrônico. Bobby então entrega a direção do palco a Mary Pierce, que impressiona na performance e na levada soul dos vocais praticamente impecáveis de "Don't Fight It, Feel It", originalmente cantada por Denise Johnson no album de estúdio.


Na sequencia Bobby retoma a condução dos vocais e, de olhos fechados e com muita emoção, canta a felicidade de todos ao som de "Damaged". A balada "I'm Comin' Down" seguem o ritmo introspectivo do momento. Sob novas sirenes e mais colagens sonoras, Bobby deixa o palco para o ex-Stone Roses Mani no baixo, os guitarristas Andrew Innes e Barrie Cadogan, além de Darrin Mooney na percussão comandarem a instrumental "Inner Flight".


Primal Scream @ HSBC Hall
Bobby Gillespie
Mr. Gillespie volta ao palco pronto para embarcar na viagem ácida de "Higher Than The Sun", que ganha contornos épicos com direito a grandiosos solos de sax, guitarras e baixo da sinfonia dub. A orgia sonora de "Loaded" na sequencia é um dos pontos altos da noite, incrementada ainda mais com as projeções de "The Wild Angels" e um jovem Bobby na tela ao fundo. Impossível passar ileso pelo groove irresistível, sem ao menos engrossar o coro de 'uh-uhs' remetendo a "Sympathy for the Devil" ou repetir o que Heavenly Blues declamava em 1966.

Primal Scream @ HSBC Hall
Andrew Innes
Uma nova explosão de cores e ao som de orgão e vocal gospel, o show-tributo encaminha para seu espetáculo final: Bobby convida todos para a catártica "Come Together", mais uma com o refrão cantado em uníssono e acompanhado de palmas. A aquela altura, você compreende que o impacto do disco consegue ser ainda mais devastador ao vivo.

E quando se pensava que a banda estivesse cansada após a execussão do album clássico, eles retornam para um bis com as nervosas Country Girl, Jailbird e Rocks, composições posteriores ao Screamadelica, incrivelmente detonadas em ritmo ainda mais eletrizante e enfurecido. Nem parecia que o grupo já havia tocado por quase uma hora e meia.

Numa noite que foi mais do que uma simples celebração nostalgica, o Primal Scream demonstrou que além de uma obra prima, o Screamadelica continua soando como novo, intacto e de inegável importância ainda hoje. Um divisor de águas que certamente ainda será trilha sonora para as novas gerações.


  • Outras fotos no flickr de Alessandra Luvisotto

Faust @ CCSP, 16/09/2011

Faust
Jean-Hervé Péron
Uma aula de música, teatro, poesia, um happening? Difícil de se descrever, mas foi mais ou menos isso que o seminal grupo alemão Faust, uma das primeiras bandas que receberam o rótulo de Krautrock na década de 70, realizou no ótimo Centro Cultural São Paulo (um dos melhores locais para shows na capital) em uma apresentação gratuita no último dia 16.

Em pouco mais de uma hora, viu se desde encenações poéticas protagonizadas por Jean-Hervé Péron (também baixista e percussionista), solos de baterias e projeções em um telão posicionado ao lado do palco, além de atos ainda mais inusitados como pintura de uma tela por Geraldine Swayne (que também canta, toca teclados e guitarra) e o som da lixadeira do baterista Werner "Zappi" Diermaier em uma chapa de metal contracenando com a guitarra de James Johnston.

Faust
Jean-Hervé e Geraldine
Os mais atentos fãs de Sonic Youth de ambientes mais experimentais pós-Washing Machine ou do Radiohead da fase Kid A, ou de tantas outras que abusam do drone, psicodelia e colagens eletrônicas certamente reconheceream aquela sonoridade peculiar. Fechando o multi-espetáculo, um das composições mais conhecidas da banda, o clássico noise "Krautrock", do album de 1974, Faust IV.

The Concept @ Urban Lounge, 10/09/2011

Saindo na correria logo depois da belíssima estréia da Medialunas, (graças ao nosso grande camarada de bons sons João) conseguimos chegar a tempo da outra festa do sábado, onde Magic Crayon, Top Surprise e os "veteranos" do The Concept se apresentariam na já tradicional noite Foggy Glasses que acontecia no Urban Lounge.

the concept @ urban lounge
The Concept
Chegamos já no final da festa, mas ainda a tempo de acompanhar o último show da noite: The Concept. Seria a primeira vez que veriamos a banda e tudo o que conheciamos era a fama do guitar rock que sobreviveu os anos 90, além é claro do nome que sempre fará lembrar sons memoráveis (ainda mais para um fã de Teenage Fanclub.) E a primeira impressão ao vê-los ao vivo foi das melhores possíveis.


O quarteto da Zona Leste paulistana, que retomou os trabalhos em novembro do ano passado (em uma outra edição da mesma Foggy Glasses) após meia década de recesso, comandou uma verdadeira celebração junto aos fãs na frente do palco.


the concept @ urban lounge
The Concept
Liderados pelo vocalista e guitar hero Rob Son, abusando - no bom sentido - de seus solos distorcidos (conforme nosso amigo João havia previamente alertado), enfileiraram canções que lembravam as pepitas do rock alternativo britânico dos idos de 1990, da qual a própria música do então jovem TFC fez parte. Era possível ouvir desde ecos de shoegaze e psicodelia até melodias assoviáveis do indie pop - como é o caso de "Reconstruction" (do video acima, embora pouco se possa ver na escuridão), música do single de mesmo nome lançado recentemente. De bônus, uma versão guitarrística para "Ceremony", música do Joy Division de Ian Curtis, famosa na discografia do New Order.

Em suma, um belo show, que sem dúvida valeu a pena ter chegado de última hora para conferir. De quebra, o grupo ainda conquistou pelo menos mais um par de fãs, que já estão na torcida por mais shows da banda em breve.


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Medialunas e Pélico @ Casa Dissenso, 10/09/2011

Quando há quase três meses, a Superguidis pegou todo mundo de surpresa e via twitter anunciou o fim das atividades, os fãs do indie rock por todo país sentiram que haviam perdido um dos nomes mais criativos da última década do rock nacional. Pouco tempo depois, foi a vez dos Ecos Falsos, outra banda de peso, sinônimo de boa música e diversão certa nos palcos, noticiar o fim prematuro da banda. 2011 estava parecendo um ano cruel para o rock independente no país...

Entretanto, apenas algumas horas depois da derradeira apresentação dos Falsos na capital paulista (recheado de muita emoção, segundo relatos de quem esteve na Livraria Cultura do Shopping Market Place naquela tarde), uma nova promessa do indie nacional começava a dar seus primeiros passos. Quem esteve na prezada salinha da Casa Dissenso (que infelizmente também está perto de encerrar suas atividades) na noite do último sábado teve a oportunidade de ver e ouvir de perto a estréia ao vivo do duo/casal Medialunas, formado pelo ex-Superguidis Andrio Maquenzi e a musicaholic Liege Milk (Loomer, Hangovers, entre outras), vindos especialmente de Porto Alegre para a festa promovida pelos sites Scream&Yell e Urbanaque.

Pélico @ Casa Dissenso
Pélico
Já passava da meia-noite quando Pélico deu início aos trabalhos. Na companhia de apenas sanfona e baixo, o bardo e seu violão viram a salinha quase lotada para ouvir seu romantismo rascante. Mesmo com a roupagem acústica do trio e a levada intimista (ainda que ácida) da maior parte de seu repertório, composto principalmente das composições de Que Isso Fique Entre Nós, seu disco mais recente, não pareciam suficientes para conter Pélico em seu banquinho, que arriscava saltos e malabarismos. Um show que começou morno chegou ao fim conquistando boa parte da platéia que foi para vê-lo e até mesmo alguns dos mais desavisados.

Terminado o show de abertura, o duo gaúcho invadiu palco e em poucos minutos já estavam a postos com sua aparelhagem mínima de bateria, guitarra. Lutando contra um indefensável nervosismo de debutantes, Andrio e sua guitarra trataram de dar o pontapé inicial com a já favorita "Humming", na companhia da percussão compenetrada de Liege. Na sequência vieram os outros petardos conhecidos: "Colorful", "Chunby" e "Slo-Mo Dancer" ao vivo ganharam ainda mais em crueza e energia. Aliás, o contraste do minimalismo de formação e instrumentos e a capacidade de soar tão (docemente) barulhento realmente impressiona.


Medialunas @ Casa Dissenso
Medialunas
Dali em diante, o setlist seria somente de inéditas. A matadora "No Te Va Gustar" (vídeo acima) mostra a dupla se alternando nos vocais e cantando na língua de origem do nome da banda. Para o bem e para o mal, parece que ainda vai levar um tempo para ouvir Andrio cantando em português sem recordar da Superguidis, ainda mais com "Memorabilia" (e sua guitarra a la My Bloody Valentine), cuja letra faz lembrar e muito da sua antiga banda.

Medialunas @ Casa Dissenso
Andrio Maquenzi (Medialunas)

"Frames", nas palavras do próprio guitarrista, a música que eles roubaram do Superchunk, é mais uma pérola beirando o radiofônico, enquanto "Chester, Cheese, Onion", o "sabor de pizza favorito" do par, é uma visita ao grunge misturado a outras viagens melódicas. Para encerrar, atendendo aos pedidos (e ameaças) por bis, "How Near How Far", uma das preciosidades do Trail of Dead, ganhou sua versão minimal como que num truque de mágica da dupla.


Medialunas @ Casa Dissenso
Liege Milk (Medialunas)
De saldo final, um ótimo show da banda, que atendeu as expectativas daqueles que aguardavam por vê-los ao vivo. E foram apenas os primeiros passos para um casal que deixa claro que tem um grande caminho a trilhar, com a cabeça cheia de música, idéias e planos pela frente. Quem estava desanimado pelas perdas de 2011, já é hora de começar a abrir um sorriso no rosto.


  • Mais fotos de Pélico e Medialunas no flickr de Alessandra Luvisotto
  • Outros videos da Medialunas ao vivo no canal do youtube.

Medialunas faz show de estréia neste sábado em São Paulo

De um lado, as viagens em distorções da Loomer com o aditivo energético da Hangovers. Do outro, a inconfundível juvenília das guitarras da sempre lembrada Superguidis. Some ainda experiências diárias de um casal apaixonado por música dividindo o quarto com uma bolinha de pelos chamada Yoshimi. O fruto dessa combinação é um dos segredos mais bem guardados de Porto Alegre: o duo Medialunas, formado pela bateria de Liege Milk (Loomer, Hangovers, entre outras) e guitarra de Andrio Maquenzi (Superguidis).

Medialunas (foto por Gabriel Not)
Surgidos timidamente no final de maio com um simples par de faixas postadas Soundcloud, a banda chamou atenção não só pela formação inusitada mas pela qualidade das composições, que apesar de contar apenas com bateria e guitarra, produziu um indie rock de primeira, de uma melodia certeira, quase radiofônica e cuidadosos vocais cantando em inglês. É possível ouvir ecos do que de melhor aconteceu no rock dos anos 90 de ambos os lados do Atlântico, do alternativo americano (qualquer relação com Yo La Tengo, além do nome hispânico, não é coincidência) ao shoegaze britânico (não à toa são fãs confessos de Swervedriver).


O duo ainda disponibilizou outras duas novas faixas de lá pra cá (também disponíveis no perfil da banda na TramaVirtual) - mais duas pérolas que só fizeram com que as apostas na dupla aumentasse ainda mais.


E eis que nesse sábado a Casa Dissenso em São Paulo será o palco da primeira apresentação da banda, em festa promovida pelos sites Scream&Yell e Urbanaque.

O anfitrião da noite será Pélico, que apresenta o também bastante elogiado "Que Isso Fique Entre Nós", album lançado nesse ano.

Portanto não esqueça: é neste sábado (10/9), na Casa Dissenso (Rua Pinheiros, 747 - Pinheiros), a partir das 21h. Os ingressos custarão R$ 15 (enviando o nome para lista@urbanaque.com.br) ou R$ 20 na porta.

"Araguari, o que foi que aconteceu?", o documentário sobre o primeiro EP de Jair Naves

Araguari é um municipio com quase 110 mil habitantes, ao norte do triângulo mineiro, talvez mais conhecida nacionalmente por ter sido o palco do "maior erro judiciário já cometido no país", episódio que ganhou notoriedade nas telas de cinema num drama inesquecível de Luís Sérgio Person, 'O Caso dos Irmãos Naves'.

Mas Araguari também foi lembrada recentemente quando deu nome ao brilhante EP de estréia de Jair Naves em carreira solo, no começo de 2010. Esta semana, seu primeiro trabalho foi agraciado com um ótimo documentário explicando o porquê da escolha pelo nome da cidade mineira.


O video de aproximadamente 12 minutos conta um pouco da relação de Jair com a cidade, suas lembranças de infância e toda importância dela em sua vida. O curta ainda reproduz relatos de várias pessoas sobre o eternamente lembrado Ludovic, épica primeira banda de Jair, e a transformação de seu som no que é hoje, sem perder a original franqueza e visceralidade. Por fim, são exibidas cenas de como foi o retorno à cidade um ano após do lançamento do disco, num show repleto de emoção.

E sim, como você já deve ter se perguntado, Jair descobriu há não muito tempo que existe sim um grau de parentesco ainda que distante (eram primos da avó do cantor) com os Irmãos Naves do infausto acontecido.

Vale lembrar que tanto Araguari quanto o single de Um passo por vez, lançado este ano, encontra-se disponível para download gratuito no perfil de Jair Naves na TramaVirtual.

Clipe: Pública - Corpo Fechado

Conforme prometido na ocasião do lançamento do single semana passada, os gaúchos da Pública disponibilizaram nessa terça-feira via Youtube o clipe de sua nova canção "Corpo Fechado". Todo filmado em preto e branco, de uma fotografia magistral, o video conta ainda com o chapa Ynaiã Benthroldo, baterista do Macaco Bong, atuando como um dos protagonistas.


O aguardado Canções de Guerra, terceiro álbum do grupo, gravado no primeiro semestre deste ano, não tem data de lançamento definida mas deverá sair muito em breve, ainda em 2011.

Clipe: Pata de Elefante - Pesadelo no Bambus

Talvez a gurizada porto alegrense frequentadora dos bolichos (uma das denominações para o famigerado boteco lá pelo Sul) e similares se identifique mais ou menos o que se passa nessa surreal animação feita para o rock instrumental de "Pesadelo no Bambus", mais um excelente vídeo do power trio Pata de Elefante.


"Pesadelo..." é uma das faixas do album mais recente dos gaúchos, Na Cidade, o terceiro na carreira da banda, lançado em 2010 como album virtual da Trama (pode ser baixado gratuitamente aqui). É o primeiro clipe em animação do grupo, que continua utilizando a capital rio-grandense como pano de fundo (Bambus dá nome a um dos bares da cidade), como nos videos anteriores de "Soltaram!",  "Pata de Elefante" e o sensacional "Um olho no fósforo, outro na fagulha".

Instiga e Malditas Ovelhas! em Campinas nessa sexta-feira

Nessa sexta-feira, para alegria dos fãs campineiros, o Instiga volta ao palco do Bar do Zé, recepcionando o experimentalismo do Malditas Ovelhas!, de São Carlos, pela Noite Fora do Eixo, promovida pelo Coletivo Ajuntaê, de Campinas.


O Instiga já é nosso velho conhecido. O grupo, que existe desde 2004, hoje figura como um dos nomes de maior destaque da cena musical de Campinas, com três albuns já lançados (a discografia encontra-se disponível para download gratuito no site da banda). Dono de um indie rock simples porém caprichado, com letras em português, que em momentos se aproximam do radiofônico, o trio conta com algo do que melhor se produziu no independente nacional dos últimos anos.

Já o Malditas Ovelhas!, quarteto de multi-instrumentalistas formado na UNESP de Araraquara há cinco anos, aposta em experimentações num caldeirão de sons e ritmos que vão do rock psicodélico à música caipira. A banda possui uma demo lançada em 2010 e está em vias de lançar o primeiro EP oficial.

A festa está marcada para começar as 22h, com ingressos a R$ 10 (ou R$ 8 para quem enviar seu nome pra lista@ajuntae.foradoeixo.org.br)

Novo single da Pública: Corpo Fechado


Ainda dentro do rock vindo do Sul, os gaúchos da Pública, ao lado dos Superguidis um dos principais nomes do indie rock dos anos 00 por aquelas bandas, lançaram nesta terça pelo site da Revista Noize "Corpo Fechado", o primeiro single de Canções de Guerra, próximo album do grupo. Com os pés no rock alternativo e britpop, a nova faixa segue a receita de sucesso de composições anteriores, mas agora apostando em arranjos um pouco mais audaciosos.

Corpo Fechado - Pública by Revista NOIZE

Depois do aplaudido Polaris, de 2006, e da confirmação com Como num Filme Sem Fim, de 2009 (disponíveis para download gratuito no perfil do TramaVirtual e no site oficial da banda), Canções será o terceiro disco do grupo, que trocou o Rio Grande do Sul pela capital paulista desde o ano passado.
E "Corpo Fechado" não para por aí. O clipe para a canção já tem data de estréia marcada: próximo dia 23.